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Capítulo 3

    Capítulo 3

    Capítulo 3 – Saiba para onde está indo

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    Mais um ano acabando e posso dizer que 2016, em resumo, teve saldo positivo.

    Pois é! Por pior que estejam as coisas (crise, ser demitida e as intermináveis discussões por causa da ideologia política), senti que foi um ano de assumir o controle. Chegou o dia que foi preciso perceber o caminho que eu estava percorrendo e o principal, pra onde ir a partir de agora?

    Outro dia eu estava zapeando pela minha timeline quando me deparei com uma imagem da série Mr.Robot (série incrível por sinal, recomendo) que dizia o seguinte: “Reality is perception. We’re all trapped in our own heads.” (Realidade é percepção. Estamos todos presos em nossas próprias cabeças). E parei pra pensar sobre.

    Algumas das filosofias básicas que são fáceis de explicar são:

    Em primeiro lugar, entender que cada pessoa é um universo inteiro. Não julgar pessoas pelo que são, vestem, falam e as atitudes com a sociedade é difícil. É muito simples a partir da MINHA vivência e da MINHA realidade julgar o outro. Mas quando se percebe que existem múltiplas visões sobre a mesma cena, a mesma cidade, as mesmas notícias e conclusões tão diferentes que a minha é algo muito maluco. Comecei a perceber as pessoas de uma forma mais humana, vi que são capazes de mudar de opinião, assim como um dia eu mudei. Respeitar e ouvir mais o outro, tentando argumentar melhor ao invés de falar mais alto achando que as minhas verdades são universais. Ninguém é obrigado a achar que eu estou certa. Muitas vezes, posso não estar.

    Quão incrível é a capacidade que os seres humanos têm de aprender com os erros e melhor ainda, são as pessoinhas que além de aprender com eles, se sentem imensamente felizes em dizer que erraram. Então em 2016 aprendi a escutar.

    A segunda coisa foi libertadora, ainda não consegui colocar 100% em prática porque é difícil, mas é legal pensar que eu crio a minha realidade. Eu sei que parece meio clichê dizer isso, mas me ajudou a ser mais determinada a seguir alguns poucos planos (coisa que, quando comecei a escrever no blog, me faltava). Eu não preciso seguir um roteiro básico pra sempre. Não preciso fazer algo porque outras pessoas estão fazendo ou porque dá certo pra elas. O mundo está aí para eu criar algo que me faça sentido. Num minuto estão na cabeça e depois são palpáveis.

    Óbvio que demora para aperfeiçoar um novo aprendizado, mas achei um caminho. Então em 2016 eu aprendi que eu sou capaz de lidar com algo novo.

    A terceira foi descobrir muitos processos internos. Quando me propus a olhar pra dentro e fuçar minhas parafernalhas, achei uma resiliência que eu sabia que tinha, mas por causa das milhares de críticas que fazia, eu não enxergava muito bem. Encontrei muitos pontos fortes, muitas coisas novas das quais comecei a gostar e a aceitar um pouco melhor. Entender meu ritmo, as coisas que são importantes pra mim e as que deixaram de ser. Então em 2016 eu conheci a minha força!

    Sou um universo inteiro. Posso criar meu próprio caminho e consigo escolher! Palavras fáceis de escrever mas complicadas de colocar em prática. Mas sei que aos poucos vai dando certo e caso não dê, aprenderei com isso! Não existe receita certa.

    Já comecei a planejar uma nova jornada para um novo ano. Espero que pelo caminho eu me torne alguém melhor para as pessoas ao meu redor e que a realidade que eu quero seja colocada em prática. Eu sei pra onde ir (+- hahaha) espero que os caminhos se cruzem com os de muitas pessoas incríveis e lugares maravilhosos. E desejo a mesma coisa para todos vocês 🙂

    O que te faz feliz?

    O que você quer se tornar?

    O que você está fazendo pra isso acontecer?

    E se quiser discutir mais sobre as outras filosofias de Mr.Robot, Westworld ou coisas incríveis que você aprendeu esse ano, me chama pra tomar umas brejas no bar 🙂

    Obrigada mais uma vez pela leitura do texto.

    E o que de positivo você tirou de 2016?

     

    mr-robot